terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

INFORMÁTICA, CIÊNCIAS E MATEMÁTICA

Ubiratan D'Ambrosio


Etnomatemática

Produção de 1999

Ubiratan D'Ambrosio

INFORMÁTICA, CIÊNCIAS E MATEMÁTICA





O problema maior do ensino de ciências e matemática é o fato das mesmas serem apresentadas de forma Desinteressante, Obsoleta e Inútil, e isso DÓI para o jovem.

O ensino de fatos e conceitos apresentados como verdades absolutas e incontestáveis, como um corpo de conhecimentos congelado ao longo de séculos, não pode responder à enorme curiosidade dos jovens e nem à própria dinâmica da elaboração do conhecimento. A aquisição desse conhecimento é falsamente verificada através de provas e testes.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sistemas Abertos de Conhecimento


Etnomatemática: Elo entre as tradições e a modernidade
Ubiratan D'Ambrosio
Editora Autêntica







Rumo à Nova Transdisciplinaridade
Sistemas abertos de conhecimento
Ubiratan D'Ambrosio
Roberto Crema
Pierre Weil









Da Realidade à Ação
Reflexões sobre Educação e Matemática
Ubiratan D'Ambrosio












TRANSDISCIPLINARIDADE
Ubiratan D'Ambrosio












EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: DA TEORIA À PRÁTICA
Ubiratan D'Ambrosio

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Museus e Ciência

 
Ubiratan D'Ambrosio


Etnomatemática
PRODUÇÃO DE 1999
Ubiratan D’Ambrosio
O PAPEL DO MUSEU NO PROCESSO DE
DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA
RESUMO
Após um breve exame do papel dos museus na preservação e elaboração do conhecimento, discute-se a situação especial dos museus de ciência. Examina-se a seguir as formas variadas de museus, como centros de ciência, parques temáticos e turismo ecológico, e as possibilidades de inovação no ensino de ciências.
PALAVRAS-CHAVE
museus, museus de ciências, ensino de ciência
The role of museum in tehe processof diffusion of science
Abstratct: After a brief overview of the role of museums in the preservation and elaboration of knowledge, it is discussed the special situation of science museums. The it foil lows an exam of several forms of museum, such as science centers, thematic parks and ecological tourism, and the possibilities of innovation in science
KEY WORDS
museum, science museums, science education





A criação e fundação de novos museus, das mais diversas modalidades, e o número crescente de visitantes, é um fato reconhecido internacionalmente. O conceito popular de museu associado a um depósito de coisas do passado é agora complementado por um conceito de museu dinâmico, onde se vai não só para apreciar, mas para exercer crítica e criar. Os museus de arte, talvez os mais numerosos, exibem um atelier onde jovens, adultos e idosos encontram um espaço criativo inspirador. Igualmente populares são os museus históricos e os museus de ciências. Os primeiros, tradicionalmente focalizados no orgulho nacional, hoje são freqüentemente focalizados na crítica a uma ordem social e política indesejável e muitas vezes associados a propaganda político-partidária. Os museus de ciências, com uma longa história, são hoje dinâmicos e muitas vezes complementados por parques temáticos. E a grande novidade dos museus virtuais começa a se definir. O número de museus se multiplica, nas suas várias modalidades, e os reflexos de sua presença na sociedade são estudados com crescente intensidade, despertando o interesse de acadêmicos das várias áreas [1].

Como coleções de objetos para deleite e estudo, têm-se notícia de jardins botânicos e zoológicos desde os assírios em 2000 a.C. e no templo de Karnak, no Egito, em 1500 a.C. Mas os museus começam a ter características mais próximas ao que se entende hoje na antigüidade grega. A mitologia grega se refere às Musas, que são filhas de Zeus, como aquelas que desejam instruir e fixar o espírito sobre uma idéia ou uma arte, e o mouseión, é o templo das Musas. Da Antigüidade grega lembramos o mouseión de Alexandria, mantido pelo Estado, onde estavam reunidos objetos vindos de todas as partes do Império. Uma verdadeira academia, onde filósofos se reuniam e novas idéias floresciam. Curioso lembrar a etimologia de academia: héka = distante + demos = povo.


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sábado, 9 de outubro de 2010

Conferência de Ubiratan D'Ambrosio - 5/19 - Prof. Emérito da Universidad...

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Ubiratan D'Ambrosio - Entrevista - III Congresso Int. Transdisciplinarid...

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Gaiolas Epistemológicas


Ubiratan D'Ambrosio















Gaiolas Epistemológicas: habitat da ciência moderna.*

por Ubiratan D’Ambrosio



O Programa Etnomatemática.

Identifico os primeiros passos da etnomatemática com trabalhos elaborados a partir da década de 70. Em meados  da década de 1970, a etnomatemática emergiu como um programa de pesquisa em história e filosofia da matemática, com importantes implicações pedagógicas. O reconhecimento das possibilidades da etnomatemática no ensino da matemática e das ciências aumentou rapidamente, dando a esse programa um lugar de destaque em educação, em particular na educação matemática. A etnomatemática passou a ocupar um espaço importante no cenário internacional. Do que trata a vertente que chamamos pedagógica da etnomatemática? Essencialmente, de reconhecer, apoiando-se em estudos etnográficos, modos de saber e de fazer de outras culturas. Isto é, de reconhecer que grupos de indivíduos, organizados como famílias, comunidades, profissões, tribos, nações e povos, executam suas práticas de natureza matemática, tais como contar, medir, comparar, classificar. Supõe-se que práticas próprias a esses grupos, sejam estruturadas segundo algum critério. O que há de comum nessas práticas? Somos, assim, levados a reflexões sobre história e filosofia desses grupos. Em outros termos, qual a pesquisa e a fundamentação teórica que suportam essas práticas comuns?

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Livro Ecologia dos Saberes - Maria Candida Moraes

Ecologia dos Saberes
Maria Candida Moraes
Prolíbera Editora

Com este livro Maria Cândida de Moraes nos brinda com reflexões profundas sobre como redirecionar a educação, buscando novos paradigmas que refletem o estado atual do conhecimento. Promover uma educação adequada para que a sociedade possa buscar e consolidar o desenvolvimento voltado para a sustentabilidade, no seu sentido mais amplo, é, sem dúvida, uma questão essencialmente política. Mas pergunta-se, com frequência, que atitude, que pesquisa e que ação a academia pode sugerir. Acredito que a resposta depende de um reconhecimento da relação entre sistemas de conhecimento e valores humanos. Como diz Maria Cândida, necessitamos “não apenas uma reforma do pensamento, mas também maior abertura do coração”.
Desenvolvimento e sustentabilidade dependem do relacionamento muito complexo do indivíduo com a natureza e com seus semelhantes, ou seja, com a sociedade. O indivíduo, a sociedade e a natureza constituem o que, metaforicamente, chamo de triângulo primordial. O grande objetivo é manter o equilíbrio desse triângulo. O equilíbrio é a resposta à busca permanente de sobrevivência, isto é, a satisfação de necessidades materiais, e de transcendência, que é satisfação da criatividade e das necessidades espirituais, visando entender e explicar o real e o imaginário.
Maria Cândida nos sugere neste novo livro, em absoluta consonância com os importantes trabalhos que ela já publicou, um caminho transdisciplinar e transcultural  para a educação. Mostra-nos a possibilidade de levar a humanidade a uma vida digna, sem privações materiais básicas e sem medo, participando, ativamente, no exercício de criatividade consciente e solidária.

Ubiratan D’Ambrosio
Professor Emérito da UNICAMP
e professor no Programa de Pós-Graduação em História da Ciência da PUC/SP,
da Faculdade de Educação da USP
e do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da UNESP
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Universidades, Transdisciplinaridade e Experiência Humana

Ubiratan D'Ambrosio


Etnomatemática

Produção de 1999

THOT 73

UNIVERSIDADES, TRANSDISCIPLINARIDADE E EXPERIÊNCIA HUMANA

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES NA SOCIEDADE MODERNA

"Estamos aqui para nos aconselharmos mutuamente. Devemos construir pontes espirituais e científicas que liguem as nações ao mundo."

Albert Einstein



A educação é uma estratégia desenvolvida pelo ser humano com duplo objetivo: estimular a vida em sociedade e acentuar a criatividade. Esse propósito tem sido alcançado por meio da transmissão do conhecimento acumulado pelas gerações anteriores e pela vivência de experiências desafiadoras. Ao longo da história, em todos os níveis educacionais e em todas as sociedades, percebem-se essas duas grandes metas. É claro que as características de cada sociedade determinam o estilo de educação adotado. Os sistemas de conhecimento predominantes determinam as práticas educacionais. Um grande número de estudos de caso ilustra isso.1

Estamos passando por grandes mudanças sociais. Os novos recursos de transporte, comunicações e coleta, estocagem e processamento de informações, trouxeram novas dimensões à tecnologia, desde a aurora da ciência moderna. Produziram reflexos evidentes nas características da moderna civilização, especialmente na vida urbana, nos modelos de propriedade, na produção e na economia2. Em conseqüência, novas percepções de eqüidade, segurança, reconhecimento e recompensa foram geradas e universalizadas nos tempos modernos.

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Ubiratan D'Ambrosio - Poços de Caldas, 1 de julho de 1969