sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

DISRUPTORES ENDÓCRINOS: MOLÉCULAS ALIENÍGENAS NÃO CRIADAS PELA VIDA

A expressão “disruptor endócrino” foi cunhada pela cientista norte-americana Theodorine Colborn no início dos anos 1990. Surgiu como consequência de uma longa jornada, descrita em seu livro “Our Stolen Future”. Foi um verdadeiro best-seller e tinha o prefácio do então vice-presidente Al Gore. No Brasil, através de um movimento nosso, foi publicado pela L&PM como “O futuro roubado”, em 1997. Quando lemos o livro, fica claro que seu caminho é uma sequência daquele trilhado antes pela bióloga também norte-americana Rachel Carson, autora do livro “Primavera silenciosa”. Colborn, no entanto, vai além de Carson. Constata que certos químicos artificiais, como detergentes, componentes de produtos de cuidado pessoal, resinas plásticas, além de tantos e tantos outros produtos, como os agrotóxicos e, dentre eles, o DDT, vilão do livro de Carson, são muito mais que carcinogênicos (geram câncer), teratogênicos (geram fetos-monstros) e mutagênicos (geram mutações genéticas). Não se sabe ainda exatamente porque, mas eles têm a capacidade de imitar o comportamento do hormônio feminizante estrogênio. Assim, quando nos alimentamos, respiramos e tocamos quaisquer destes produtos de uso cotidiano que contenham estas substâncias, nossos corpos as absorvem por atração. Quimicamente, são lipossolúveis, ou seja, são atraídas pelas gorduras. Estejam elas na ponta dos nossos dedos, nas papilas de nossas línguas ou entranhadas nos bulbos capilares. Simplesmente atraímos estas moléculas que imediatamente entram na corrente sanguínea de nossos corpos e daí passam a interferir em nosso sistema endócrino e as consequências começam a surgir."



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Ubiratan D'Ambrosio - Poços de Caldas, 1 de julho de 1969